quarta-feira, 3 de outubro de 2012

À Procura da Diana, da Cacharel, da Fernanda, da Nokia e da Publicidade Gratuita, das duas.

‎"À Procura de Diana", apesar de controversa, foi uma grande jogada publicitária que demonstra a criatividade que os portugueses...não têm, I'm sorry. 
A criação foi da Agência NaJaca, de São Paulo, para a Nokia, em Julho deste ano e rendeu à marca finlandesa de telemóveis milhares de processos de reclamação, ganhos em seu favor por volta do dia 12 de Setembro, 3 dias antes da campanha dar início em Portugal. 

Sinceramente não me admira o ato de cópia frustrada. É apenas mais um que prova o que se proporciona neste país afora todas as semanas e que me faz relembrar com poucas saudades as aulas de Publicidade que tive durante o curso (superior?!), onde um trabalho "de criação" foi ovacionado pelo professor e avaliado com nota máxima mesmo após a comprovação do plágio por parte da turma.
Está claro que, se andamos a "dar palmadinhas nas costas" a quem imita, vamos ter que levar depois com as consequências quando alguém resolver imitar o que em outro lugar já foi chocante, polémico e ofensivo.
Se querem falar mal, falem mal a quem é de direito, porque ya, a Cacharel foi vanguardista, só que não.

Vídeo da Campanha da Nokia - YouTube

Repercussão do caso e resultados para a Nokia - Revista Veja

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O LIDL e os Mendigos Ucranianos

Não consigo entender a relação que se estabelece entre os supermercados baratos, de marca maioritariamente branca, e os pedintes de Leste.
Sinceramente, não haveria sítio mais interessante para fazer olhinhos às pessoas em troca de dinheiro?
Apanho-me em pleno LIDL a tomar conta do meu Fiat Uno 1990 devido à abordagem pouco amigável da miudagem ucraniana e isso só pode, só pode mesmo, ser o fim do mundo.
É que vocês podem ter deixado passar e nem ter reparado mas eu disse que estive a tomar conta de um Fiat Uno 1990 em pleno parque do LIDL, e que ainda por cima é meu.
Situação semelhante é a de qualquer um que por estas e outras alturas "festivas" percorre mais de vinte metros da Santa Catarina, no Porto, e se aventura a ajudar todos os que aparecem pedindo dinheiro, ração, cigarros e sopa: a mendicidade na primeira pessoa.
Humildemente viro-me para o menino mais novo que vem pela terceira vez me pedir dinheiro para comprar um "fróngo", um "frónguinho", e confesso:
- Sabes, eu também sou pobre.
E, em vão, esperei que ele se compadecesse... 


(e aqui estaria um poema do Sansão Gomes, um amigo meu muito gato, se ele o tivesse escrito).

sábado, 9 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

DEU TÍUTI!

Alguém sabe me explicar como é que se formata um telemóvel?
Não que eu esteja interessada em formatar um. É mais pra enteder como fiz isso ao meu na noite de ontem.


Ai, que raiva que dá!

domingo, 27 de junho de 2010

Brasil varonil

Desta vez está a ser assim, e estou achando divertido.
Vou pro Brasil na próxima quinta-feira e só ontem fiz o anúncio oficial.
No ano passado teve mais glamour e mais loucura, mas também há cinco anos que não punha lá os meus pézinhos, e desta vez é só um.
Vou porque tenho lá pai, mãe, irmão e cadela (e tooodo o resto da família e amigos). Mas vou sobretudo pra recarregar as baterias lá na minha terrinha, que é coisa que só quem vive bem longe da sua sabe fazer.
Vou pra olhar pra tudo e lembrar que tenho sempre pra onde voltar, visto que a escolha de viver longe foi feita oficialmente por mim, há cerca de meio ano.
Vou pra não conseguir adormecer nas viagens, pra não perder paisagem nenhuma.
E vou pra ouvir falarem e agirem como eu, que, (de LONGE a LONGE), lá me faz falta. 

Me habituei a tudo, cá fora. Mas desabituar é ainda mais fácil, e dá cá uma leveeeeeeeeeza! Até já.

De volta às raízes...

Yara, Rudá, Potira, Moema, Jussara, Kaloré, Jurema, Jandira, Janaína, Jaciara, Jací, Irani, Iracema, Iaciara, Ceci, Cauré, Cauã, Bêni, Araci, Anori, Apuã, Anahi, Aneci, Naara, Monã, Marã, Mair, Mairarê, Kuana, Endi, Uaná, Tainá e Niara.

Nomes em Tupi. Não são lindos? E estes são mesmo brasileiros, caraças.

Agora fiquei com vontade de aprender Tupi. Ou Guarani. Ou outra coisa assim.

domingo, 16 de maio de 2010

RAP

O Ricardo Araújo Pereira (pra quem não sabe, este handsome que está do nosso lado direito), guionista e humorista dos Gato Fedorento, esteve presente nas Jornadas de Marketing, Relações Públicas e Publicidade do ISVOUGA, na passada sexta-feira.
No espaço de perguntas e respostas eu e o Ricardo estabelecemos o seguinte diálogo:

Mariane: Olá Ricardo! Pra começar eu quero agradecer o outdoor, não é?
Ricardo: Ah, é Mirandês, já vi.
(risos do povo)
M: ...em resposta, porque eu também tenho alguma coisa contra esse partido de extrema direita...
R: Pois claro!
(risos do povo)
M: Mas passando a frente. Eu cheguei a Portugal há cinco anos e meio, mais ou menos, e foi exatamente na altura em que os Gato Fedorento estavam a começar na SIC Radical, e as primeiras pessoas que eu conheci da minha idade me diziam "Tens que ver os Gato Fedorento! Tens que conhecer!". E isso era na altura do "papel? Qual papel?" e não sei quê...
(resmungos imperceptíveis do Ricardo que desperataram risos no povo)
...e na altura aquilo pra mim não teve piada nenhuma!
R: E ainda agora continua a não ter.
(o povo ri-se, mais uma vez)
M: (explico que considero o humor uma questão cultural e digo que hoje os Gato me fazem rir, até mesmo o "papel? Qual papel?")
R: Mas é nos primeiros cinco minutos. Pode ser uma coisa que é "olha, hoje tem. Amanhã não."
(riiiiiiiiisos da galera)
(concluo então a minha pergunta, que tinha algo a ver com "como a pressão que o público exerce sobre eles modifica o trabalho criativo", em relação à acontecimentos no país e expectativas, etc.
Ele responde da forma mais querida e sincera possível.)

Conclusão:
As pessoas riem de QUALQUER COISA que o Ricardo diz.

O que é que o Ricardo tem? :)